Energia Solar e IOT

Energia Solar e IOT

A Energia Solar no Brasil vem crescendo em ritmo acelerado, mesmo em meio as ondulações do mercado. A maior evidência desta afirmação é o número de consumidores adeptos da modalidade geração distribuída que no início de 2017 representou 4,4 vezes o registrado em 2016 no mesmo período.

Recentemente a ANEEL publicou a Nota Técnica 56/2017 que prevê que até 2024 806.700 unidades consumidoras estarão utilizando Energia Solar no país. Serão 3.208 MW de potência fotovoltaica instalados em geração distribuída. Isto indica uma pulverização enorme da tecnologia fotovoltaica, que deve seguir associada a necessidade de monitoramento e controle destas instalações.

Assim, a tecnologia de IoT, (Internet of Things ou Internet das Coisas), estará cada vez mais associada aos geradores fotovoltaicos, conectando as informações destes geradores aos consumidores, mantenedores e fabricantes destes sistemas. Você já pode instalar dispositivos IOT em sua casa de maneira simples, veja o site da empresa BROADLINK e adquira os produtos que podem deixar sua residencia automatizada desde a iluminação ao controle de acesso e segurança eletronica.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações quer ouvir investidores e pesquisadores internacionais para colher sugestões para a elaboração do Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), que deve ser lançado em setembro.

A ideia é contar com a expertise de especialistas, pesquisadores, empresas e desenvolvedores brasileiros e estrangeiros para contribuir com o plano, que vai prever ações para desenvolver tecnologias de IoT no Brasil até 2022.

Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do ministério, José Gontijo, a ideia é ter a opinião de quem gostaria de investir no mercado brasileiro e evitar a construção de uma iniciativa que só exista no Brasil, sem interfaces com o que existe em outros países.

“A gente quer caminhar não só olhando para o Brasil, mas para o mundo. Não só para atender as nossas necessidades aqui, mas que as empresas e as instituições de pesquisa que estejam atuando nessa área aqui no Brasil possam também atuar prestando serviço em nível global. A gente quer garantir o livre acesso e a livre possibilidade para o desenvolvimento das tecnologias no País, garantindo, claro, a proteção das informações que vão ser tratadas”, explicou Gontijo.

Consultas públicas internacionais

Em fevereiro, o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, lançou a primeira das cinco consultas públicas internacionais sobre IoT, durante o Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha. O tema da primeira consulta é o panorama das iniciativas já desenvolvidas no Brasil. As demais vão tratar sobre as aspirações para o Brasil, os setores econômicos que podem ser beneficiados com o plano, os temas que merecem a atenção do governo na implementação do plano e as propostas para as políticas públicas.

A previsão é que o plano fique pronto em setembro, depois da conclusão de um estudo contratado pelo governo em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que irá propor ações concretas para o setor. “Em setembro já vamos ter as ações específicas para serem implementadas em curto, médio e longo prazo. O plano vai ter ações concretas, vai apontar exatamente o que teremos que fazer”, disse o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital.

Segundo Gontijo, o plano vai prever áreas em que o governo vai regular mais e outras em que é preciso desregular. “Há nichos de mercado em que não há necessidade de o governo atuar, mas outros estão diretamente ligados à prestação de serviços públicos, como a parte de transporte, mobilidade urbana”, falou.

Uma consulta pública realizada este ano no Brasil para colher sugestões para o plano já recebeu 2,3 mil contribuições. Outras duas consultas devem ser realizadas em abril e outra mais perto de setembro, quando está prevista a entrega do documento final.

“Internet of Things”

A Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things – IoT) designa a rede de objetos que se comunicam e interagem de forma autônoma, via internet. As aplicações são diversas e incluem desde o monitoramento de saúde, o controle de automação industrial, até o uso de dispositivos pessoais conectados. Com a IoT é possível, por exemplo, monitorar e gerenciar operações a centenas de quilômetros de distância, rastrear bens ou detectar mudanças na pressão sanguínea de um diabético.

“Queremos que as pessoas tenham a maior quantidade de informações sobre a tecnologia, para que elas possam usar. O uso da IoT vai aumentar a produtividade, a qualidade de vida e economizar tempo. Vai potencializar várias coisas, que vão ajudar muito o nosso País”, disse Gontijo.

Estima-se que já existam mais de 15 bilhões de dispositivos conectados à IoT em todo o mundo, incluindo smartphones e computadores. A previsão é que, em 2025, seja atingida a marca de 35 bilhões de dispositivos.

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